13 novembro 2007

Falcões e Mandrakes


Alguém me disse que, tal como nos filmes, também a nossa vida tem uma banda sonora. Subscrevo.

Suspeito que a banda sonora da minha humilde existência seria uma espécie de "best of" do Rui Veloso. Tal como, acho, o seria na de um grande punhado de portugueses, independentementede de credo ou raça.

E o curioso é que, no meu caso, assim seria não por ser um especial aficionado do tipo de música. Vou gostando, mas não trepo paredes.

O que sucede, na verdade, é que, nos montes e vales do meu filme, sempre se há-de tropeçar numa musiquinha do Rui Veloso, tão omnipresente como Sancho Pança ao lado de D. Quixote.

Dias houve em que tive a nítida sensação que o Carlos Tê me seguia, de caneta e bloco em punho, e, volta e meia, telefonava ao parceiro para lhe dizer baixinho "oube lá esta letra, pá, que acabei de sacar".

Também eu, decepcionado, já pedi de volta os Falcões e os Mandrakes. Também eu, até ser despejado, morei em livro de aventuras alheios. E, além disso, nem quero ouvir falar do meu lado lunar.

Porém, o concerto de ontem foi mesmo uma bosta. Safou-se o moço do órgão Hammond.

Desta vez não cumpriste, pá. Faltaste ao prometido.

Vá lá, desta vez passa.

06 novembro 2007

Grey's Anatomy

Estava eu, ontem, com um olho a dormir e o outro a espreitar Grey´s Anatomy, quando, na habitual reflexão final, a protagonista, em voz off, dispara qualquer coisa como isto (cito sem preocupação de rigor) "Os nossos desejos, frequentemente, podem arruinar a nossa vida. Mas, geralmente, os que mais sofrem são os que não sabem o que querem".
O olho que estava a dormir, acordou.
Acho que o segredo do sucesso da série reside na mensagem subliminar que transmite ao espectador: no episódio de amanhã, é perfeitamente possível que a sua vidinha, António, dê entrada neste hospital. Prepare-se.
Isso e, também, perceber o que raio tem Sandra Ho, para eu a achar tão especial. Confesso a minha ignorância.
Bom....o "teaser" também ajuda.

04 novembro 2007