Mentiras, ora vibrantes ora piedosas, sobre viagens nunca feitas, em universos paralelos e outros locais manhosos e mal iluminados.
05 abril 2009
à mulher de Sócrates, não basta ser sérvia, tem que parecê-lo
É um exercício que se inclina ligeiramente para a parvoíce, particularmente porque a senhora está fazer de jornalista isenta.
Não é parvo por ser a mulher do Sócrates a defendê-lo. Não!
Eu até acho que num aperto devemos mandar as mulheres à frente. Ninguém é melhor a livrar o nosso coiro.
Gosto de ver: Mão na anca, rabo a menear e um discurso simples e eficaz " O que tu queres sei eu, minha lambisgóia! O meu Manel é muito homem e se precisares também chega para ti"
Numa frase, amor e solidariedade, mesmo que o Manel seja frouxo e cheire a alho.
E suspeito que aproveitaria mais à imagem do nosso "premier", se a Fernandinha simplesmente recorresse ao vernáculo na defesa irracional do seu amor.
O povo tem um fraquinho por amores bandidos, porém genuinos.
Assim, não é mais do que uma parvoice pegada. É só a mulher do Sócrates, a deitar bolas fora. A sua opinião sobre o caso concreto vale o mesmo que uma aposta na presença de Portugal no Mundial de 2010.
20 março 2009
12 março 2009
The Bridges of Madison County
No Domingo passado, acordei e estava a passar na TV este filme. Apanhei-o mais ou menos a meio.
Entre a preguiça de levantar da cama, o banho e o sol morno do terraço, fui espreitando e, sobretudo, ouvindo. Pareceu-me um daqueles filmes bons para ouvir.
Aquilo que vi fez-me querer marcá-lo para uma futura ocasião, mais apropriada.
Meryl Streep, que, diga-se, nunca achei grande espingarda, faz uma actuação estratosférica. É sobretudo uma performance de olhares, trejeitos e meneios, que, nela, ensinam mais sobre a natureza e subtileza da sexualidade feminina do que 300 conferências do Júlio Machado Vaz, ao desafio com aqueloutro do Porto Canal, de quem não me lembro o nome, desculpa lá, mas que tem um visual estupendo.
Muito educativo, portanto, para quem se interessa pela matéria. Não é rapaziada, uh?